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Tuesday, November 22, 2005

Aprendendo com os de "fora"

Mateus 8.5-13

Cafarnaum era uma grande cidade da Galiléia, próximo ao rio Jordão. Ficava na estrada comercial que ia de Damasco ao Mar Mediterrâneo. Por seu tamanho e importância, existia lá, por ordem do governo Romano uma milícia de cem soldados, sob a direção de um comandante. Este comandante tinha o título de Centurião, devido ao número de cem homens debaixo de sua autoridade.

O Centurião de Cafarnaum tinha um servo, e este servo estava paralítico. Cafarnaum era uma cidade populosa, importante, e portanto, um lugar que seria impossível não ter médicos residentes.

Possivelmente o Centurião tivesse tentado usar a medicina convencional, mas foi sem resultado, pois a mesma passagem no Evangelho de Lucas, nos fala que o servo estava “doente, quase à morte”.

Ao saber que Jesus estava em Cafarnaum e com certeza já conhecendo a Sua fama, o Centurião envia alguns líderes religiosos judeus para chamá-lo. Ao chegar nas imediações da casa do Centurião, este se aproxima de Jesus e relata o caso do seu escravo.

Jesus sem ao menos pensar duas vezes diz: “Eu irei curá-lo”

Esta resposta direta em favor daquele que pedia, era característica de Jesus. Logo após o famoso sermão do monte, Jesus havia curado um leproso que se colocara em Seu caminho, e a frase de Jesus em direção ao moribundo foi: “Quero, seja purificado!”

Qual é o médico que, sem ver o doente, sem examinar, sem tocar, sem ouvir os pulmões ou coração, sem fazer uma análise ou mesmo sem pedir exames, sem questionar o paciente, pode dizer categoricamente “eu irei curá-lo”?

Por isso é que Jesus é considerado o Médico dos médicos, pois, Ele não tratava os enfermos, Ele os curava!

Jesus estava então pronto para ir à casa do Centurião, quando este não permite que Ele vá. O Centurião diz: "Senhor, não mereço receber-te em baixo do meu teto, mas dize apenas uma palavra que o meu servo será curado.” Havia nele o temor pelo sagrado.

Este homem não era Judeu, não havia sido educado desde a mais tênra infância nos preceitos do judaísmo, não sabia a TORAH de cabeça, não sacrificava, muito pelo contrário, ele era um cidadão romano, criado em um império pagão onde se adoravam vários deuses, onde se havia uma cultura que ignorava o Deus verdadeiro, e que durante o primeiro e segundo século, perseguia os Cristãos, por estes não reconhecerem o Imperador como uma divindade, ou seja um deus.
Porém, mesmo tendo este “background pagão”, este homem tinha um coração temente e por isso ele pede que Jesus não vá a sua casa.

Infelizmente a igreja tem perdido cada vez mais a idéia do sagrado. Pensamos que se algo é considerado sagrado, será alvo de idolatria, ou então, pensamos que a única coisa sagrada na vida hoje seria o edifícil da igreja, e esquecemos que antes do templo de paredes, o templo corpo, deveria ser tido como sagrado diante de Deus.
Após pedir para Jesus não ir a sua casa, o Centurião reconhece a autoridade de Jesus. Para isso, ele usa sua própria experiência como homem de autoridade que era. Para ele, apenas um comando dado por Jesus, seria suficiente para desencadear um processo de cura em seu servo.

Ao ouvir da boca de um “pagão” tais palavras de reconhecimento de poder, Jesus admira-se diante dele. Jesus maravilha-se diante da fé do Centurião e para aproveitar a situação e oportunidade, Ele vira-se para a multidão que o seguia e declara, “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Isael achei tamanha fé”

O Centurião estava declarando em termos práticos, Hebreus 11, versículo 1, décadas antes de ter sido escrito.

Ao falar sobre a fé do Centurião, Jesus estava quebrando paradigmas, principalmente porque a maioria de Sua audiência era Judia, e para eles, seria impossível ter alguem de “fora” com mais fé que os de “dentro”.

A fé direcionada em Jesus independe de qualquer instituição humana. É algo entre o homem (individualmente) e Deus.

A verdade é que muitas pessoas de fora, precedem a muitos que estão dentro.

Quantos estão dentro, mas são apenas religiosos acostumados com a rotina e o engessamento da religião, mas vivem cheios de ódio, orgulho, hipocrisia, idolatria, mentira, estes se clamam melhores que os demais, porém, já perderam a fé, se é que um dia tiveram.

Jesus disse, “Muitos virão e sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos Céus”, talvez muitos destes nunca pisaram em uma igreja, mas estarão conosco no Céu.

Jesus encerra dizendo, “mas os súditos do Reino serão lançados para fora, nas trevas onde haverá choro e ranger de dentes”.

Três grandes lições podemos aprender com o Centurião.
Amor (ele intercedeu por seu escravo)
Temor pelo Sagrado (não permitiu que Jesus fosse a sua casa)
Fé (em Jesus e em Seu poder)

Que nós possamos aprender que para Deus, independe a situação em que nós invocamos o Seus nome, desde que seja encontrado em nós um coração sincero.

Amém,


Rodrigo Serrão

2 comments:

Adriana Simoes said...

Oi Abençoado!

Muito lindo o seu sermão amor, por isso tantos elogios de uma pegação tão abençoada!

É uma verdade tudo o que vc colocou Ro, e a palavra de Deus é tão clara. As pessoas se preocupam muito com a Igreja, com religiosidade, com os rituais, e se esquecem do coração, de se derramar na presença do Senhor e de se encher do Seu espírito. Por isso adoecem e se escandalizam quando um "discriminado" pela sociedade é acolhido nos braços do Pai, e não entendem que, esse dito "discriminado" em um determinado momento, abriu o sei coração, reconheceu o poder de Deus e O temeu.

Precisamos aprender mais e mais do que seja servir a Cristo e não a homens ,igrejas e denominações.

Que Deus continue abençoando sua vida e te usando casa vez mais.

Beijos

Dri

Jump said...

fala aí andré gonçalves rsss.
Venho dizendo isso:que naquele dia talvez vamos ver gente que nunca passou pela igreja e gente de outras religiões la entrando pela porta sendo recebidos e "conhecidos" pelo Cordeiro e os que esperavamos encontrar lá não veremos,eu acredito nisso mano.
Paz seja contigo sempre
Julio