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Wednesday, June 29, 2011

O que o futuro nos aguarda?

(Escrevi este texto em 2008 e acho que ele é bastante relevante a todos nós que entregamos nossas vidas nas mãos de Deus e que deixamos que Ele nos dê as orientações necessárias acerca das decisões sobre o futuro e os planos dEle para nós.)



Este é meu último semestre de seminário. Só Deus sabe como estou feliz por estar terminando mais uma etapa da minha vida. Em dezembro eu completo 5 anos vivendo aqui nos EUA. Amo viver aqui e me sinto bastante adaptado à cultura local. Contudo, a cada dia que passa vejo que menos sei sobre o que o futuro me reserva. Não que eu já não tenha feito os meus planos junto com Adriana e já não saiba quais passos terei que dar para chegar onde pretendo ir, não é isto. A incerteza acerca do futuro existe porque ainda que Deus leve em conta os meus planos, Ele não está preso a eles. Como a Bíblia diz, "os planos dEle são maiores que os meus" (paráfrase minha)

Seria muito fácil pegar uma caneta e um papel (ou ligar o computador) e escrever (ou digitar) o planejamento para o próximo semestre, próximo ano ou ainda elaborar o meu pretenso futuro para os próximos 5 anos. O que de fato eu já fiz! Porém, ainda que eu saiba onde eu quero estar daqui há 5 anos, se eu sou aberto o suficiente para a voz de Deus e sensível ao Seu Espírito, eu preciso reconhecer que existe um elemento misterioso acerca do que o futuro aguarda para cada um de nós.

Quantas pessoas não tiveram suas vidas completamente mudadas após terem tido um encontro genuíno com Deus? Ou quantas pessoas que já conheciam ao Senhor tiveram suas vidas mudadas quando Deus os comissionou para um chamado específico?

Eu tive. Abraão teve. Moisés teve. Jó teve. Os profetas tiveram. Todos os apóstolos tiveram. Paulo teve. Santo Agostinho teve. Lutero teve. E com certeza centenas de milhares de cristãos anônimos espalhados pelo nosso planeta também tiveram.

Todos os que eu citei acima que tem suas vidas registradas nas páginas da Bíblia e nos livros de História (tanto da igreja quanto geral) tiveram suas vidas radicalmente mudadas após um encontro “tete-a-tete” com o Senhor da História. Deus não somente se fez conhecido entre alguns destes que não O conhecia, como também deu uma missão especial para outros que já O conhecia. E é disso que estou falando aqui. Estou falando de “turning points” da nossa existência. Estou falando de momentos ao qual Deus nos leva para outro estágio, outro nível do plano dEle para nós. São estes “turning points” que realmente requer de nossa parte uma maior sensibilidade à voz do Espírito e obediência para sairmos da nossa zona de conforto.

Jesus teve estes “turning points” em sua vida. Não posso dizer quantos Ele teve, pois, a Bíblia não é exaustiva com relação à vida de Jesus. Porém, posso dizer com confiança que Ele teve alguns dos 30 anos em diante. A Bíblia diz que aos 12 anos, Jesus é encontrado por seus pais conversando e questionando os mestres nas sinagogas judaicas. Jesus ainda pré-adolescente já demonstrava sabedoria divina diante dos homens. Bíblia nos diz que após este evento, Jesus cresceu em estatura, em sabedoria, e em graça diante de Deus e dos homens. Quando, porém, Jesus completa 30 anos Ele passa por dois momentos importantíssimos (turning points) da Sua vida e ministério. Primeiro o Seu batismo e segundo a Sua leitura do pergaminho de Isaías na sinagoga em um sábado, entre os judeus.

A importância do Batismo se dá pela inauguração do ministério público de Jesus na terra. Jesus sabia que a partir daquele momento não haveria mais volta. Jesus sabia que tudo que Ele havia passado até então não se compararia com o que haveria de vir no futuro próximo. Jesus sabia que se até aquele dia Ele teve algum conforto morando na casa dos pais, trabalhando como marcineiro e economizando uma graninha, a partir daquele momento, Ele estaria por conta própria vivendo completamente na dependência de Deus.

O segundo evento (turning point) que impulsionou mais ainda o ministério de Jesus foi a leitura de um pequeno trecho do livro de Isaías na sinagoga. O texto que Jesus leu se encontra em Isaías 61:1-2 e é repetido por Jesus em Lucas 4:17-21 que diz:

17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:
18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.
20 E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.

Este evento acontece logo após Jesus ter tido um confronto com Satanás no deserto. Ele volta para sua cidade para dar continuidade ao seu ministério, entra na sinagoga e com muita coragem confronta e se defronta com a ira dos religiosos. Os religiosos que por um lado clamavam ser pertencentes e conhecedores de Deus, eram capazes de apedrejar “hereges” até a morte e para muitos deles Jesus parecia se enquadrar nesta categoria . A narrativa bíblica no evangelho de Lucas prossegue e realça a ira dos fariseus e demais judeus contra Jesus.

28 Todos os que estavam na sinagoga, ao ouvirem estas coisas, ficaram cheios de ira.
29 e, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o despenhadeiro do monte em que a sua cidade estava edificada, para dali o precipitarem.

Claro que para cada pessoa os momentos de “turning points” são diferentes. Ou ainda, mesmo que estes momentos sejam esperados, eles não são previsíveis. Jesus sabia o que iria passar, mas Ele viveu cada minuto como se Ele não soubesse (vide seu exemplo quando ele choro na ocasião da morte de Lázaro). Nós podemos até estar esperando por algum chamado especial, contudo, dificilmente saberemos quando a promessa irá se cumprir  (como aconteceu com Abraão). Um grande exemplo na história da igreja em que vemos claramente Deus mudando o rumo da existência de alguém, pode ser encontrado em Martinho Lutero. Lutero nunca imaginou tornar-se quem ele acabou se tornando. Lutero primeiro se matriculou em Direito para satisfazer a vontade de seus pais, depois se tornou monge da Igreja Católica por medo de um relâmpago, para depois torna-se o grande reformador da história da igreja (pela vontade soberana de Deus). Cada “turning point” na vida de Lutero foi dirigido primeiro por Deus e segundo por uma convicção pessoal interna de que ele estava fazendo a coisa certa em obediência à Deus e à sua consciência.  Contudo, cada passo que Lutero deu, seja na sua educação ou em sua vida como monge, foi planejado por Deus para o chamado específico que depois foi revelado ao próprio Lutero.  A verdade é que ninguém (além de Jesus) sabe claramente os porquês dos caminhos que Deus nos faz passar.  O importante contudo é saber que Aquele que chama e que capacita é digno de toda a confiança.  O importante é viver o momento da caminhada sempre aberto e sensível à voz do Senhor.  O importante é se apegar firme naquilo que se crer como sendo a verdade absoluta de Deus e buscar viver por ela com a consciência limpa e o coração pacificado.  Este é o nosso dever como cristãos.  Se assim andamos e vivemos, Deus vai nos guiando para cumprir o nosso chamado (destino, missão, como queira chamar) aqui na terra.   

Não sabemos quando os “turning points” da nossa vida virão ou mesmo se virão algum dia. Contudo, Deus segura a nossa história em Suas mãos não importando o quanto nós já tenhamos feito os nossos planos ou arquitetado o nosso futuro. No final é Deus quem decide!

“Nós podemos fazer os nossos próprios planos, mas o resultado final está nas mãos de Deus.” (Provérbios 16:1)

Rodrigo Serrao

Monday, May 23, 2011

Deus nunca nos abandona - Gn 21:8-21

Eu não nasci em um lar cristão. Na verdade, por mais que eu quisesse ser uma pessoa boa, eu não queria saber de Deus. Eu tinha certo respeito por Deus (da minha forma é claro), eu tinha certo respeito pela igreja, mas no geral eu não estava nem aí para essas coisas.  Eu tinha uma vaga noção do que era pecado, a minha consciência me acusava um pouco (principalmente após uma noitada), mas nada tinha força suficiente para me fazer parar de viver este estilo de vida.  
A minha vida aparte de Cristo, por mais que não me levasse para o abandono completo de meus valores, eu tinha uma vida bastante mundana.  O grande problema para mim era a bebida e as festas nos finais-de-semana.  Até porque a minha família também não era Cristã e isto facilitava o meu acesso à bebida fora de casa e ao carro. 
Eu não consigo me lembrar do número de vezes que cheguei bêbado em casa sem saber nem como guardei o carro na garagem. Quando eu me acordava, eu já estava na minha cama em meu quarto. Eu procurava saber como eu havia chegado com quem eu havia estado após o álcool ter tomado conta da minha mente, mas eu não lembrava.  A primeira coisa que eu fazia era ir ver se o carro estava todo inteiro e depois se os meus documentos e dinheiro estavam comigo e por fim se eu tinha alguma marca ou machucado. 
Graças a Deus eu nunca tive grandes problemas.  Que eu me lembre, apenas uma vez que eu cheguei com o carro vomitado. Porém, eu me lembro de uma vez que eu estava dirigindo de volta para casa, creio que de alguma casa noturna de intermares, na BR sentido Bancários. Eu vinha com um amigo do meu lado, tão bêbado quanto eu, e naquele dia eu adormeci no volante bem na subida do viaduto do Forrock.  O carro começou a pender de uma faixa para a outra em direção ao muro que protege os carros.  Ao perceber que o carro estava saindo da faixa, meu amigo olha para mim e me vê dormindo.  Então ele me acorda e eu no susto consigo colocar o carro de volta no lugar.  Daí em diante, ele ficou gritando no meu ouvido para eu não dormir até a gente chegar nos Bancários. 
Naquela época eu não via que havia algo me protegendo, me livrando de toda sorte de acidente, mas hoje, eu vejo que Deus estava comigo mesmo sem eu saber.  Deus estava comigo me livrando de doenças, de acidentes, de morte. 
E a razão maior pelo qual Deus me livrou e me livra até hoje é a Sua promessa em minha vida.  E assim é na vida de todos aqueles a quem Deus faz promessas.
O texto que lemos mostra um Deus que está com todos aqueles a quem Ele faz promessas mesmo quando estes nem sabem acerca delas.
Assim como Deus me livrou da morte para cumprir em minha vida as Suas promessas, Ele também livrou Ismael da morte para cumprir nele todas as Suas promessas.
Os planos de Deus e Suas promessas estão intrinsicamente ligados à Sua presença em nossas vidas.
E como vemos isto nesta história?

A festa
Abraão deu uma festa, naquele momento ele era o homem mais feliz de todos.  Deus havia cumprido a promessa de gerar um filho na sua velhice e na de Sara e agora o menino crescia saudável e abençoado. 
Para comemorar o desmame do garoto, Abraão deu uma grande festa.  O desmame se dava mais ou menos quando a criança chegava aos 3 anos de idade.  Estavam todos se divertindo.  Havia muita comida e muita bebida.
Contudo, na festa também estava o outro filho de Abraão, Ismael.  Ele provavelmente já era um adolescente com mais ou menos 17 anos.  Ismael era um filho amado por Abraão.  A prova disto é que Abraão chegou a pedir a Deus que ele fosse o filho da promessa, ao que Deus sempre negava. 
Durante a festa, Ismael aproximou-se de seu irmãozinho Isaque e começou a brincar com ele. Contudo a brincadeira começou a virar piadinhas e acabou em pilhérias, alguns dizem até que Ismael ameaçava o pequeno Isaque.  Talvez Ismael estivesse com ciúmes, talvez Ismael estivesse se sentido ameaçado, talvez fosse tudo isto junto. 
Ismael provavelmente achou que ninguém estava olhando e continuou rindo e soltando piadinhas com Isaque.  Contudo, eis que a “leoa” Sara estava por perto e viu tudo.  Sara ao ver o que Ismael estava fazendo, encheu-se de ira e foi até Abraão pedir que ele expulsasse Ismael e sua mãe Hagar do acampamento.

A expulsão
A rixa entre Sara e Hagar já se existia desde há muito tempo.  Há quase 20 anos antes dos eventos narrados no capítulo 21 de Genesis, Sara, que ainda chamava-se Sarai, fez a cabeça de Abraão para deitar-se com Hagar, sua escrava. Ela dizia, “Já que o Senhor me impediu de ter filhos, possua a minha serva; talvez eu possa formar família por meio dela” (Gn 16:2). 
Sarai por ser estéril sentia-se uma mulher sem valor.  A cultura em que eles viviam não ajudava em nada a situação dela. Ela sentia-se até como estando sendo punida por Deus.  Por essa razão, ela teve a infeliz idéia de fazer com que Abrão deitasse com sua escrava. 
A proposta de Sarai a Abrão não foi em nenhum momento discutida com a mulher que deitaria com ele, Hagar.  Os sonhos de Hagar foram totalmente ignorados por Sarai. Como escrava, Hagar não passava de uma propriedade e de uma extensão legal de sua patroa (ama). 
A esposa legal de Abrão (Sarai) sentia-se uma mulher incompleta por não poder dar um filho ao seu marido, mas sentia-se poderosa por poder controlar a vida de outros seres-humanos sem considerar seus desejos, sonhos, vontades, e interesses.  
Já a escrava e genitora do filho dos chefes era humilhada e tratada como um objeto. Contudo, ao seu favor, tinha a capacidade de reproduzir o que lhe dava dentro desta cultura uma superioridade com relação a mulheres estéreis.  Talvez ela pensasse, “Eu posso não mandar aqui, mas pelo menos sou uma mulher completa, ao que a minha ama por mais que tenha o poder, não é uma mulher no sentido mais natural da palavra.”
O clima entre as duas esquentou quando a barriga de Hagar começou a aparecer e ela passou a andar pra cima e para baixo com o barrigão à mostra. Isto causou um grande problema para Sarai e abalou grandemente sua autoestima.
Cada vez mais humilhada por Hagar, Sarai vai até Abrão e pede que ele faça alguma coisa para resolver a situação.  Abrão sem querer tomar partido diz a Sarai que aquilo era problema dela e que ela fizesse o que ela achasse melhor, em outras palavras Abrão mandou Sarai “se virar”.
Com estas palavras, Sarai passa a perseguir Hagar de tal maneira que esta não aguenta e foge da patroa para o deserto. O orgulho de Sarai era maior que o seu coração e ela não pensou que tudo o que estava acontecendo era porque ela havia transgredido a vontade de Deus. Ela não se importa com a criança que está no ventre de Hagar que até então se acreditava ser a criança da promessa. Nada disso mais importava a Sarai, conquanto aquela serva maldita fosse para bem longe dela. 
Hagar foge para o deserto onde o Anjo do Senhor a encontra e a manda retornar para casa de Abrão e Sarai.  Todavia, durante este encontro, o Anjo do Senhor dá uma promessa a Hagar acerca do seu filho também.  Claro que Hagar não estava dentro da promessa feita a Abrão e Sarai, mas ela estava dentro dos planos de Deus. 
Sarai quis incluir uma terceira pessoa dentro do plano de Deus para Abrão e ela, mas Deus tinha outros planos para Hagar.  Eram promessas semelhantes, porém distintas.  E ali, no meio do deserto, Deus dá uma promessa a uma mulher grávida e desesperada.

São nos piores momentos de nossas vidas que estamos mais sensíveis à voz do Senhor.  Portanto, se você se encontra em meio ao deserto árido da vida, esteja atento ao que Deus está falando. Obedeça-o ao ponto de ter que fazer o impossível, pois, no tempo certo Deus cumprirá Suas promessas.

Tudo no plano de Deus tem um tempo, e não era o tempo de Hagar sair da casa de Abrão.  Por isso, o Anjo a mandou de volta.  Não há dúvida que Hagar ainda iria sofrer nas mãos de Sarai, contudo, ela voltava fortalecida com a promessa de Deus para a sua vida. 
Até então ela não tinha esperança, ela não tinha futuro, ela era apenas uma barriga ambulante sem vontade própria.  Contudo, ao se encontrar com Deus, Hagar voltou com uma porção da graça de Deus para o local do seu sofrimento, a casa de sua patroa. 
Você pode até se questionar se a atitude do Anjo de Deus foi a mais correta com relação a Hagar. Você pode está perguntando agora: O melhor a fazer era mandar ela de volta para sua raivosa e amargurada patroa? Contudo, na perspectiva divina, Deus estava protegendo Hagar da morte. O que seria melhor, permanecer no deserto sem a presença de Deus ou voltar para a casa de Abrão sabendo que Deus estava com ela? Deserto sem Deus é morte certa, e por pior que fosse a sua vida na casa de Sarai, ela sabia que Deus estava com ela. Deus havia dado uma promessa a Hagar e nada e nem ninguém haviam de tirar esta promessa dela. 
Como Dr. Garland diz em seu livro “Famílias imperfeitas da Bíblia (Flawed Families of the Bible, 2007, 35)” “A graça de Deus nos dá força para passar pelas dificuldades e sobreviver, e nos faz confiar o nosso futuro nas mãos de Deus.”
Assim Hagar volta para a casa de seus patrões. Talvez bastante humilhada, mas com o coração feliz de que O Senhor não a havia esquecido.  Quando Abrão estava com 86 anos, Hagar deu a ele seu primeiro filho, Ismael, que significa Deus escuta.
Vários anos se passaram e chegamos neste capítulo onde a história se repete. Aqui, contudo Deus já havia ratificado a promessa que Ele tinha feito a Abrão ao ponto de mudar seu nome para Abraão (pai de muitas nações) e já havia incluído Sarai na promessa mudando seu nome para Sara (princesa). E Hagar por não fazer parte da promessa de Deus para Abraão, continuou Hagar.
Sara viu o que o jovem Ismael estava fazendo e mais uma vez foi até seu marido Abraão e pediu que ele expulsasse Ismael e a escrava do acampamento.  Havia em Sara, sem a menor dúvida, medo e ciúmes, dois sentimentos que quando se juntam fazem um grande estrago na vida tanto dos que os possuem quanto na vida daqueles que as cercam.  
Nesta hora, a festa acabou para Abraão. Não por causa de Hagar, mas principalmente pela dor de ter que expulsar seu filho Ismael.  Abraão sabia que este dia chegaria mais cedo ou mais tarde, mas não achava que seria em meio a um momento de tanta alegria, logo no dia em que Isaque estava sendo desmamado. 
Tudo isso era parte do plano de Deus e era preciso a separação. Abraão já estava muito apegado a Ismael e agora Isaque iria deixar as barras da mãe e iria andar mais com seu pai. Deus queria gerar um amor e intimidade maior entre Abraão e o seu verdadeiro herdeiro e para isso era preciso que o filho maior se afastasse para sempre.
Por isso Deus visita Abraão naquela noite e o consola mesmo mandando que ele cumpra a vontade de sua esposa Sara. Abraão ficou mais tranquilo quando o próprio Deus o certificou que Ismael não iria morrer, e que em Ismael Deus também cumpriria uma promessa.
A essa altura a confiança de Abraão em Deus era inabalável e se Ele prometera, Ele cumpriria. Por isso, na manhã seguinte, ainda com os restos da festa do dia anterior espalhados por todos os lados, Abraão pegou toda a provisão de comida e água que Hagar poderia carregar e a entregou.  Ele mesmo fez questão de colocar em seus ombros e ali mesmo a despediu junto com Ismael. 
Contudo, Deus estava com Ismael. E ainda que este não soubesse, Deus já estava preparando todas as coisas para cumprir Suas promessas na sua vida. 

Eu não sei com quem você se identifica nesta história.  Com Sara (a matriarca poderosa que com ciúmes manda expulsar aqueles que ameaçam a herança de seu filho), com Abraão (o grande patriarca que ama seu filho maior, mas que acima de tudo ama a Deus ao ponto de obedecê-lo mesmo quando Ele autoriza a separação perpétua do seu filho), com Hagar (a mulher objeto que por diversas circunstâncias da vida viveu uma vida de muita humilhação, mas que sabia que Deus a amava e que viveria para ver a promessa de Deus cumprida em seu filho) ou com Ismael (o primogênito de Abraão, mas que não teve as regalias de ter nascido primeiro e foi mandado embora de sua casa para que no deserto Deus cumprisse a promessa feita a ele mesmo antes dele nascer.)? Com quem você se identifica?
A mensagem de hoje é para todos que se identificam de uma forma ou de outra com Ismael, o símbolo do abandono mais acima de tudo o símbolo da esperança.  Ao mesmo tempo em que Ismael simboliza o abandono, ele simboliza também a esperança de que no tempo devido Deus cumprirá as Suas promessas.  

E a pergunta que eu faço é: Porque Ismael simboliza também a esperança? A resposta está no versículo 20 deste capítulo 21 “Deus estava com o menino”. É importante notar que Deus não veio apenas agora estar com o menino. Ele sempre esteve com o menino, mesmo antes de o menino nascer.  Assim também é conosco. Nos momentos mais difíceis de nossas vidas, Deus está conosco! 
E são exatamente nestes momentos mais escuros que devemos confiar e saber que Deus está conosco. Assim também foi com Ismael, veja:
1)    Deus estava com Ismael quando ele foi expulso de sua comunidade pelo seu próprio pai (vs 13-14)
“Mas também do filho da escrava farei um povo; pois ele é seu descendente. Na manhã seguinte, Abraão pegou alguns pães e uma vasilha de couro cheia d’água, entregou-os a Hagar e, tendo-os colocado nos ombros dela, despediu-a com o menino.”
A Bíblia não fala o que Ismael achou de tudo aquilo.  Talvez ele não entendesse o porquê de uma brincadeirinha simples entre irmãos resultasse em tamanho desastre. Talvez ele estivesse constantemente pensando, “o que foi que eu fiz dessa vez para merecer ser expulso da minha própria casa pelo meu pai?”  A verdade é que ele não fez nada, apenas ele não pertencia àquele lugar.  Havia chegado a hora de partir.  E como partir sem ser mandado embora? Não tem como! Abraão para seguir fiel às promessas de Deus para sua vida precisou tomar atitudes difíceis.  E uma delas, com certeza, foi mandar seu primogênito partir de vez. Foi expulsá-lo do convívio familiar.
Mas na cabeça do jovem Ismael as coisas não funcionavam assim.  A vida não funciona assim.  Talvez para Abraão as coisas fizessem bastante sentido, pois ele já era um homem experimentado, maduro, vivenciado, contudo, Ismael era apenas um adolescente sendo expulso de sua própria casa por seu próprio pai e o pior, sem razão aparente.
Não é a toa que a Bíblia diz que ele seria como um “jumento selvagem e que sua mão seria contra todos e a mão de todos seria contra ele e ele viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos.
Até então, a promessa de Deus era clara para Abraão e Sara e meio turva para Hagar. Contudo, Ismael estava alheio a essas promessas. Para ele tudo aquilo não era parte de um plano divino, mas de uma vingança de uma madrasta raivosa e ciumenta que havia feito a cabeça de seu pai contra ele e sua mãe Hagar. 
Mas ainda que o jovem não soubesse, Deus estava por trás de tudo. Deus nunca o havia abandonado, Deus nunca o havia humilhado, Deus nunca o havia deixado a esmo.  Muito pelo contrário, Deus estava preparando todas as coisas nos bastidores.  Havia mais sofrimento por vir, contudo havia muitas promessas para serem cumpridas também.  Ismael talvez não enxergasse isso agora, contudo, o tempo de Deus para transformar choro em alegria estava se aproximando e Deus, tão certo como o ar que respiramos, iria mudar a sorte de Ismael. 

Infelizmente vivemos dias terríveis:
·         A sociedade está cada vez mais secularizada;
·         A família está cada vez mais pulverizada;
·         Os casamentos estão cada vez mais descartáveis;
·         Os valores cada vez mais destituídos de valores eternos;
·         A pessoa está cada vez mais individualizada;
·         E o amor cada vez mais congelado.   

E estas mazelas com certeza deságuam dentro da igreja. E é importante que isto aconteça, pois Jesus veio para os doentes e não para os sãos.  Queremos que todos aqueles atingidos pela banalização do próximo e da vida venham beber da água da vida e venham receber o amor do Pai em Jesus Cristo. 

Queremos que todos escutem a mensagem salvadora e restauradora de Jesus, queremos que todos ouçam o Evangelho e se arrependam de seus maus caminhos e deixem aos pés da cruz de Cristo toda ferida na alma causada por algum abandono, por algum desprezo.

Saiba meu irmão e minha irmã, que não importa quem um dia abandonou você, Deus nunca o abandona.  Não importa se você conhece o seu pai ou não, se você foi bem ou mal tratado por ele, saiba que Deus nunca o abandonou e nunca o abandonará, saiba que ele tem para ti um plano e uma promessa e que você é amado dEle.  O Senhor ama e nunca abandona Seus filhos!

Ismael parte do acampamento junto com sua mãe em direção ao deserto de Barseba. No deserto, Ismael e sua mãe ficam vagando, pois, eles não tem para onde ir.  Com o calor escaldante do deserto, todo o suprimento de água logo se acaba e o risco de morte cresceu consideravelmente.  Levando em consideração que só podemos passar sem beber água entre 3 a 4 dias e que eles teriam provavelmente estoque de água para uns 2 a 3 dias, portanto, já fazia mais de uma semana que Ismael e Hagar estavam vagando pelo deserto. 
A situação foi complicando ainda mais quando Ismael por conta da desidratação foi perdendo a força cada vez mais a ponto de se tornar um peso para a mãe que não conseguia carrega-lo.  Ela conseguiu ver um arbusto que fazia uma pequena sombra e levou o seu filho até lá. A situação estava cada vez pior, pois Hagar chorava compulsivamente ao ver a situação de seu filho morrendo em seus braços. 
Foi então que ela decidiu fazer algo muito duro, abandonar Ismael.
Ismael estava desidratado ao ponto de não ter mais forças para caminhar.  Sua mãe não aguentava vê-lo naquele estado de morte e fez algo insano, abandonar o próprio filho para não vê-lo morrer.
Todavia, Deus não apenas estava com Ismael quando ele foi expulso pelo pai, mas também:
2)    Deus estava com o Ismael quando ele foi abandonado por sua mãe para morrer debaixo de um arbusto (17-18)
Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: ‘O que a aflige, Hagar? Não tenha medo; Deus ouviu o menino chorar, lá onde você o deixou. 18 Levante o menino e tome-o pela mão, porque dele farei um grande povo.”
Ismael agora experimentava o gosto amargo do abandono completo.  Ele foi expulso por seu pai e foi abandonado para morrer debaixo de um arbusto por sua mãe. Claro que tanto seu pai quanto sua mãe o amava, mas era preciso que ele se sentisse abandonado por todos para saber que quando tudo e todos falham Deus nunca falha. 
Ismael chora amargamente por ter sido abandonado por sua mãe e Deus ouve o seu choro. Se Ismael dependesse de homens neste momento para não morrer, ele morreria.  Ismael estava solitário no deserto. A sua mãe já o havia abandonado, ele já estava sem forças para caminhar.  Seu choro era mais interno do que externo.  Não havia casas por perto, não havia hospitais, não havia ambulância.  Mais uma vez, foi neste quadro de total desolação pessoal, que o Senhor ouviu o choro de Ismael. 
Mesmo que saísse apenas grunhidos de dor de seu corpo, diante do Deus todo poderoso, o choro do menino era como se fosse um sino batendo em pleno meio dia.  O Senhor ouviu o choro do menino e agiu em favor dele. 

Talvez você esteja se perguntando se Deus ouve o seu choro. Talvez você esteja se perguntando se Ele se importa com o seu sofrimento.  Talvez você ache que as suas lágrimas estão sendo derramadas em vão.  Mas saiba que assim como Deus ouviu a Ismael, o filho abandonado, Deus também te ouve.  Assim como Deus fez promessas a Ismael, Deus também te faz promessas.  Temos várias promessas na Bíblia para nós, promessas de salvação, promessas de provisão, promessas de paz e vida abundante.  Não deixe que suas lágrimas ofusquem as promessas de Deus para você.  Chorar é importante, pois lava a nossa alma, mas permanecer chorando nos empata de ver as promessas de Deus. 

E foi por causa da promessa de Deus para com Ismael que o Anjo do Deus veio até Hagar para consolá-la e motivá-la a não desistir. 
Ao mesmo tempo em que Ismael chorava em um lado do deserto Hagar também chorava no outro.  O anjo de Deus desce até esta mãe desesperada e com medo e a consola.  Agora o plano de Deus na vida de Ismael dependia de Hagar.  Hagar viu novamente um propósito para sua vida e viu como o seu filho dependia dela naquele momento tão crítico para ele. 
Nesta hora Deus abre os olhos de Hagar e ela pode ver uma fonte de água.  Ela enche seus reservatórios com água e leva até o jovem debaixo do arbusto. Ela o reidrata e o livra do risco da morte. 
Deus estava com Ismael porque foi Ele quem salvou Ismael.  Foi Deus que veio ao encontro de Hagar e a convenceu de voltar.  Foi Deus que mostrou a fonte de água para reabastecer seus reservatórios. 

Por maior que seja o amor de uma mãe por seu filho, este ainda é pequeno quando comparado ao amor de Deus. 
Salmos 27:10 diz “ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá”.
Ultimamente temos visto várias mães abandonando seus filhos em latas de lixo, em rios, em ruas, etc. A mãe pode até nos abandonar, mas Deus nunca nos abandona.
Talvez o abandono que você tenha sofrido não foi físico, mas emocional, saiba que Deus quer curar tuas emoções.
Talvez você esteja se sentindo abandonada pelas pessoas que você mais ama, ou talvez você esteja irada com as pessoas que mais te amam, uma coisa ou outra, se entregue a Jesus.  Deixe-O abrir seus olhos para você vê-lo mais nitidamente.  Ele é a fonte inesgotável de águas vivas.  Só Ele pode saciar a tua sede, só Ele pode dar o verdadeiro sentido para tua vida, só Ele pode te acompanhar e te amar em todos os momentos de sua vida. Foi Deus quem salvou Ismael da morte e Ele quer te salvar da morte eterna também.  Assim como Deus estava com Ismael Ele quer está para sempre contigo também.

E por fim, Deus não só estava com Ismael quando ele foi expulso pelo seu pai e abandonado pela sua mãe, mas...

3)    Deus estava com o Ismael garantindo o cumprimento da promessa (vs 20-21)
“Deus estava com o menino. Ele cresceu, viveu no deserto e tornou-se flecheiro. Vivia no deserto de Parã, e sua mãe conseguiu-lhe uma mulher da terra do Egito.”
Deus salvou Ismael porque Ele havia prometido a Abraão que dele também faria uma grande nação.  E por mais difícil que foi este momento de separação de Ismael e sua mãe de Abraão e Sara Deus preservou o jovem para cumprir nele Suas promessas.
Deus proveu para ele e sua mãe o pão de cada dia.  Ele se tornou um flecheiro.  A cultura deles mandava que uma vez que o filho não mais tivesse um pai, a mãe buscava de sua família uma esposa para ele mesmo este tendo pouca idade.  Ele passou a viver no deserto de Parã que hoje é a Arábia e se tornou o pai de todo o mundo árabe.
Em Genesis 25 a partir do versículo 8 relata a morte de Abraão e vemos Ismael junto com seu irmão mais novo enterrando o pai.  Logo em seguida, o texto sagrado narra a descendência de Ismael mostrando assim o cumprimento das promessas de Deus para ele. 
O versículo 16 diz, “foram esses os 12 filhos de Ismael, que se tornaram os líderes de suas tribos, os seus povoados e acampamentos receberam os seus nomes.” Versículo 17 “Ismael viveu 137 anos. Morreu e foi reunido aos seus antepassados.”
Mesmo morrendo relativamente cedo (Abraão morreu com 175 e Isaque com 180) Ismael antes de morrer ainda deu uma de suas filhas em casamento a Esaú, seu sobrinho (Gn 28:9).
Deus estava com Ismael e todas as suas promessas foram cumpridas. 
O caminho para o cumprimento das promessas de Deus pertence a Ele.  A nossa tarefa é confiar nas promessas de Deus e no Deus de todas as promessas.
Para Ismael chegar à plenitude da promessa que Deus tinha para ele, ele precisou ser expulso para sempre de sua casa por seu pai, ele precisou ser abandonado por sua mãe que só voltou porque Deus mandou que ela voltasse para depois chegar a alcançar a promessa. Todavia, em nenhum momento Deus o largou, em nenhum momento Deus o abandonou, em nenhum momento Deus o entregou à própria sorte, em nenhum momento Deus o desamparou. 
Assim também é na vida daqueles que creem em Cristo. 
Há mais de 2000 anos um menino nasceu em Belém e o seu nome é Emanuel – Deus conosco.
Em Mateus 28 Jesus promete está conosco até o fim dos tempos.  
Ao apóstolo Paulo através de uma visão Jesus disse, “Não tenha medo, continue falando, e não fique calado, pois estou com você e ninguém vai lhe fazer mal.
Você sabe por que todas as promessas de Deus irão se cumprir na minha vida e na sua? Porque o Deus que fez as promessas é fiel para cumpri-las independente de nós.
  

Saturday, December 25, 2010

Púlpito Cristão: A nova reforma protestante

Púlpito Cristão: A nova reforma protestante: "Por Ricardo Alexandre Matéria publicada na Revista Época Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgiã..."

Friday, December 24, 2010

Sponsorship Program


Dear friends, brothers and sisters in Christ,

On December 5
th 2010, we not only inaugurate our new church “First Baptist Church of Miramar”, but also launched the Sponsor a ChildHelp a Drug Addict, and Adopt a Social Project programs.

The work of CEDIN - Center for Integral Development, takes place in the poorer communities with-in the metropolitan district of João Pessoa, BRAZIL. 
We started in the St. Joseph neighborhood, one of the most violent communities of our city.
           
There, at a school named Christina Wolpert, 350 children are already receiving helped daily. Each one of them are offered tutoring and nutritional support. However, the need has been much greater than just the capacity to help. We need to expand the number of children in order to have their needs met, such is the misery that is in the St. Joseph neighborhood. Our goal is to help 500 children, aged up to 12 years old.

Therefore, we created a program of Financial Sponsorship for Children (Sponsor a Child), through which our partners sponsor a child, by contributing R$ 50.00, per month per child. Each partner can adopt the number of children their budget allows.

How will my R$50 a month be spent?

With a monthly donations of R$ 50.00, the sponsored children will receive Educational, Medical, Nutritional, Psychological and Dentistry help and support at Christina Wolpert School.

Also, if you become a member, you will receive monthly reports via e- mail or regular mail if you prefer. There may also be an opportunity to visit your sponsored child at the school the children are attending.
                   
"We need to contact these children before they come to us with weapons in hand."

Be part of the transformation God is doing in our city.

"The King will reply: I tell you the truth: whatever you did for one of the least of these brothers of mine, you did for me.” Matthew 25.40


Send an E-mail to:
parceiro@cedin.org.br
and become our partner at CEDIN.

Monday, December 13, 2010

Quero ser Parceiro do CEDIN


Dia 05 de Dezembro de 2010, fizemos não apenas a inauguração da nova Sede da Primeira Igreja Batista do Miramar, mas também lançamos o Programa de Apadrinhamento de Crianças, de Dependentes Químicos, e de Adoção de Projetos Sociais.
O trabalho do CEDIN - Centro de Desenvolvimento Integral, acontece nas comunidades carentes da região metropolitana de João Pessoa/PB. Começamos pelo bairro São José, um dos mais violentos de nossa Cidade.
              
Ali, na Escola chamada Christina Wolpert, 350 crianças já tem sido atendidas, diariamente. São oferecidos, para cada uma delas, reforço Educacional e Nutricional. Todavia, a necessidade tem sido bem maior do que a capacidade de atendimento. Precisamos ampliar o número de crianças atendidas, tamanha a miséria que há no bairro do São José. Nossa meta é de atendermos 500 crianças, com idade até 12 anos.
Sendo assim, criamos o Programa de Apadrinhamento financeiro de Crianças, através do qual nossos parceiros apadrinham, com o valor de R$ 50,00, uma criança. Cada parceiro tem adotado a quantidade de crianças que o próprio orçamento permite.
Na medida em que forem sendo feitas as adesões ao Programa, com doações mensais a partir de  R$ 50,00, as crianças apadrinhadas passarão a receber acompanhamento Educacional, Médico, Nutricional, Psicológico e Odontológico, na Escola Christina Wolpert. É o ajuntamento de forças e de parceiros que permite que tudo isso ocorra.

Além disso, caso faça a adesão, você receberá informações mensais, via E-mail ou correspondência, como preferir.
Poderão ainda ser agendadas visitas ao local onde o atendimento acontece.
                      
"Precisamos ir ao encontro dessas crianças, antes que elas venham até nós com armas nas mãos."


Torne-se um Parceiro da transformação que Deus está fazendo em nossa Cidade. 

"Aí o Rei responderá: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: 

quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram."

Mateus 25.40

-- 

Envie um E-mail para: 
parceiro@cedin.org.br 
e se torne um parceiro do CEDIN.

Pr.Luiz Freitas
Diretor Executivo do CEDIN
(83) 8840.0659

Wednesday, December 01, 2010

Inauguração da nova sede da PIB Miramar

Sinta-se convidado para a inauguração da nova sede da PIB Miramar na Epitácio Pessoa, 3557, ao lado do Consórcio Promove e do Espetinho Donana.  Será um momento de agradecimento a Deus por tudo que Ele tem feito em nossas vidas.  Venha participar desta festa!

Rodrigo

Friday, November 12, 2010

PIB Miramar: nova Sede

A Primeira Igreja Batista do Miramar terá uma nova Sede. Mais confortável, com mais espaço e melhor localizada.
Nos próximos dias, estaremos divulgando o 
nosso novo endereço.
Aguardem.

Deus seja louvado por tudo.


Pr. Luiz Freitas

Monday, November 08, 2010

Buscando a Paz de Deus Através dos Nossos Relacionamentos





Série: O Mistério da Igreja
Sermão: Efésios 5:22 – 6:9
Pregador: Pr. Rodrigo Serrão
Pregado em 07/11/2010 na sede do CEDIN

Introdução:
QUEM NÃO DESEJA PAZ?
Estamos na reta final deste tão importante livro da Bíblia.  O livro de Efésios fala sobre a nova sociedade de Deus, ou seja, uma sociedade formada de pessoas redimidas no sangue de Jesus.  Paulo falou nos primeiros capítulos de como a igreja foi salva e agora ele está falando a respeito do modo de vida que esta igreja deve viver.  Como eu já disse aqui antes, a carta aos Efésios começa nas regiões celestiais, mas acaba dentro de nossas casas.  
Paulo tem alicerçado os seus argumentos até aqui em duas grandes bases, a unidade e pureza.  Vimos isso desde o início da carta.  Aqui não é diferente.  Paulo vai falar dos deveres domésticos tendo a unidade e a pureza em sua mente. 
Além disto, ele vem de um longo parágrafo acerca da vida em comunidade.  Ele diz que devemos falar uns com os outros com salmos, hinos e cânticos espirituais.  Diz também que devemos ser cheios do Espírito.  É a partir deste contexto que encontramos o nosso texto.  Para Paulo, não adianta vivermos em paz em comunidade se não vivermos em paz na família.  A verdade é que a paz família deve ser a base para a nossa paz em comunidade.
A pergunta que eu quero que você responda é: Eu tenho paz na minha família?  Ou, há paz em minha casa?
A resposta para esta pergunta é muito importante.  Pois, a partir da paz dentro de casa, podemos garantir que haja um processo de expansão desta paz para outras áreas de nossas vidas.  Ou o contrário, as vezes há paz em casa e não há paz fora, quando isto acontece olhamos para nosso lar como um porto seguro, como um lugar onde seremos abençoados, agraciados, onde o refrigério de Deus será manifesto através do lar, da família abençoada.  Deus muitas vezes usa um lar abençoado para ministrar refrigério e paz àqueles que estão atribulados e são perseguidos em seus trabalhos, etc. 
Por isso pergunto novamente: Você encontra paz em sua casa, em seu lar?   

O texto que acabamos de ler nos mostra as relações familiares e de trabalho que deve haver entre maridos e esposas, pais e filhos, chefes e subordinados.  Estas relações por serem bastante naturais fazem com que não pensemos no poder que elas têm de garantir a paz ou a guerra dentro dos nossos lares.  Não há como evitar estes relacionamentos, pois, os solteiros não escapam de terem pais.  E ainda aqueles que não têm cônjuges e não são pais ou não tem mais pais, não escapam de terem chefes ou patrões.  Ou seja, de uma forma ou de outra, você se coloca em alguma posição dentro destes três tipos de relacionamentos que Paulo menciona aqui. 
A ênfase de Paulo é no relacionamento saudável.  E relacionamento saudável é igual a paz para as nossas vidas.
Qual o ensinamento que o texto nos dá que trará paz para nossos relacionamentos?
Este é um sermão de um ponto e vários subpontos.
1)      Que cumpramos o nosso dever dentro do relacionamento
Ao falarmos sobre deveres estabelecidos por Deus aos homens e mulheres dentro do lar, aos pais e filhos e aos senhores e servos (trabalhadores e patrões) não podemos esquecer duas coisas: 
1)      Que existe uma sujeição mútua já estabelecida por Deus dentro da igreja do Senhor Jesus (Ef. 5:21);
2)      Que não há distinção entre homem e mulher, livre ou escravo, judeu ou gentio diante de Deus (Gl. 3:28)

Portanto, ainda que preguemos e ensinemos diferentes papéis ou deveres dentro dos nossos relacionamentos familiares, devemos ao mesmo tempo rejeitar qualquer tipo de ensino contrário à igualdade entre os sexos e as pessoas (independente de raça, credo religioso, etc).   Somos todos iguais diante de Deus.  Esta é a frase que deve estar em nossa mente durante todo o tempo que eu estiver falando aqui.
O que difere, contudo é o nosso papel diante de Deus para com a pessoa que nos relacionamos. 
Isto é tão verdadeiro que podemos dizer que uma pessoa é ao mesmo tempo, marido ou esposa, pai ou mãe, filho ou filha, e patrão ou empregado.  Ou seja, a mesma pessoa igual a todas as demais exerce vários papéis estabelecidos por Deus.
Estes papéis são adquiridos por nós à medida que vamos crescendo e estabelecendo relacionamentos com a sociedade em nossa volta. 

Para cada tipo de relacionamento, Deus estabeleceu um comportamento.  Eu não posso agir com minha esposa da forma como eu ajo com um filho, pois, o mandamento de amar como Cristo amou a igreja é para a relação marido/esposa e não ao pai/filho.  Nem posso querer que minha esposa aja comigo como o meu filho deve agir, pois ao filho a ordem é para obedecer à esposa para se submeter e estas duas coisas são diferentes. 

Portanto, eu devo ser o cabeça da minha casa, amar a minha esposa sacrificialmente, obedecer a meus pais, quando tiver filhos exigir obediência e não provocar-lhes a ira, devo também obedecer aos meus chefes e se um dia for chefe tratar os subordinados de forma justa, da maneira que quero ser tratado.  TUDO ISTO AO MESMO TEMPO.

Eu e você somos seres complexos e temos vários níveis de relacionamentos e para cada um de nossos relacionamentos devemos exercer os papéis ao qual Deus determinou.  Se eu e você agirmos assim teremos paz.

Tendo dito isto, quero olhar para o relacionamento entre marido e mulher de forma mais profunda e passar mais superficialmente pelos outros dois tipos de relacionamentos mencionados por Paulo.

Já que todos nós temos papéis diferentes dentro dos relacionamentos, quais são os papéis que devemos exercer dentro de um casamento?

Comecemos com as mulheres.  O texto diz, Ef. 5:22-24.
  1. Mulheres sujeitem-se cada uma a seu marido, como ao Senhor.
Se quisermos entender esta frase, é importante que nos abstenhamos de qualquer preconceito machista ou feminista.  Quando ouvimos acerca da sujeição da esposa ao seu marido, muitas pessoas acham que isto é antiquado e que já não devemos encorajar este tipo de comportamento nos lares.  Contudo, parece que muita ênfase foi dada a questão de submissão da esposa e se esqueceram de olhar para o papel masculino da relação.  Contudo, uma coisa está ligada a outra e ambas as coisas ligadas a Cristo. 

Perceba que todo o argumento de Paulo tem a ver com o nosso relacionamento com Jesus e de Jesus conosco (a igreja).  Ele não está pedindo nada que Ele mesmo não tenha feito.  E a grande razão da mulher ser submissa é porque a igreja é submissa. 

Tudo isto fica mais fácil de entender quando olhamos para o casamento e pensamos primeiramente no ato da criação quando Deus criou o homem e a mulher e depois no ato da redenção e o relacionamento de Cristo e Sua igreja. 

Deus no momento da criação primeiro criou o homem e por isso deu a ele o domínio da criação.  Contudo, viu Deus que não era bom para o homem viver só.  Ou seja, para completar o homem Deus cria a mulher do próprio homem.  A mulher então vem ao mundo em um processo seguinte ao do homem.  Portanto, primeiro Deus cria o homem do pó da terra, e depois cria a mulher da costela do homem.  Aqui podemos ver que existe uma leve superioridade inerente ao homem, pois foi dele que veio a mulher.  Para terminar com essa superioridade, Deus faz com que a partir do relacionamento sexual do homem e da mulher, toda a humanidade seja gerada dentro da mulher e saia dela, igualando a mulher ao homem.  Nisto temos a igualdade do homem e da mulher e a liderança do homem por ter sido feito primeiro. 

O segundo prisma pelo qual devemos entender a submissão da mulher ao homem é através do paralelo da redenção.  Entendemos que Cristo ao morrer e ressuscitar se tornou o cabeça da igreja e a igreja se tornou a noiva de Cristo.  Estas duas nomenclaturas (cabeça e noiva) demonstram o amor que há entre Cristo e aqueles que são salvos por Ele.  Não há como imaginar um Jesus salvador que não ame a igreja e uma igreja resgatada, lavada, pura e santa sem ser submissa a Jesus.  Por isso, Jesus como cabeça demonstra a sua liderança e a igreja como noiva demonstra a sua submissão. 

É por isso que a esposa deve ser submissa ao marido, pois o homem foi feito primeiro que ela tendo liderança sobre ela e assim como Cristo se tornou o cabeça da igreja, o homem se tornou o cabeça da mulher.   
Contudo, não se esqueçam, Paulo está estabelecendo o papel do marido e da esposa.  A mulher não precisa ser submissa a qualquer homem, mas somente ao seu marido. 

Todo o conceito de relacionamento entre marido e mulher tem aqui um paralelo entre Jesus e a Sua igreja.  Por isso que não temos problemas de pensar acerca da submissão da igreja a Jesus.  Por que Jesus é um excelente noivo.  Jesus é um excelente líder.  Jesus não explora, não maltrata, não abusa, não age em desamor.  Por Jesus ser perfeito, a submissão da igreja é alegre e natural.

Esse é o papel da mulher.   Ser submissa ao marido.

Agora vamos aos maridos onde eu estou incluso. 
  1. Maridos amem as suas esposas.  Como a Cristo. Leiamos Efésios 5:25-33.
Veja que o argumento de Paulo para os maridos é bem mais longo do que para as mulheres.  Ou seja, temos uma grande obrigação a cumprir como maridos. 
A palavra chave aqui para os maridos é Amor.  E não podia ser diferente, se no relacionamento matrimonial faz paralelo do relacionamento entre Jesus e a Igreja, se amor não estivesse presente algo estaria errado.  Portanto, se a mulher é comparada à Igreja e por isso precisa ser submissa, o homem é comparado a Jesus e por isso precisa amar.  E não apenas amar um amor comum, mas amar um amor sacrificial. 

Este amor ao qual Paulo manda que os maridos imitem parte da perfeição de Deus em Jesus e da obra feita por Jesus na igreja.  Perceba que o amor de Cristo pela igreja transformou-a ao ponto dela se tornar santa, pura, gloriosa, sem mancha, sem ruga, santa e inculpável. 

Perceba aqui que todo este processo de embelezamento da igreja não partiu dela mesma, mas partiu do amor sacrificial de Cristo por ela.  Claro que este processo só estará completo na glória, quando a igreja de fato será 100% santa e não viverá mais nesta terra, mas terá ido viver eternamente com seu noivo.  Contudo, a analogia é perfeita ao mostrar que quanto mais o marido ama a esposa e quanto mais a esposa se sente amada, mais perfeita se torna a relação e mais submissa se torna a esposa. 

Contudo, Paulo não termina por aí.  Depois de falar do amor perfeito que é o de Jesus pela igreja, ele desce um pouco para o amor-próprio que os homens devem ter por eles mesmos. 
O que Paulo está fazendo aqui é sendo realista com relação ao amor.  O amor de Jesus é de fato incompreensível.  A Bíblia diz que este amor excede a todo entendimento.  Paulo, no entanto, quer mostrar de forma prática o amor a que ele está se referindo.  Paulo não quer que nenhum marido depois venha com desculpas do tipo: “Eu não posso amar como Cristo amou, pois Ele é Deus e eu não sou.” “Ele é perfeito e eu não sou.”  Paulo então diz, “ame como você se ama”  Todos nós temos a noção do amor-próprio.  Eu me amo ao ponto de não querer sofrer.  Eu me amo ao ponto de não querer nada que me traga dor, choro, angustia.  Isto nos vem automaticamente.  É assim que Deus quer que você ame a sua esposa, sacrificialmente e de forma prática no dia-a-dia trazendo alegria e fazendo-a feliz. 

Paulo encerra esta parte dos papéis entre homem e mulher falando do mistério profundo disto tudo.  Ele já havia falado do mistério da unidade entre judeus e gentios, mostrando que em Cristo não havia mais diferença.  Agora, o mistério é com relação ao casamento que também simboliza a relação de união entre a igreja e Cristo.    
O que é mais sagrado do que isto? 
Entender que o nosso casamento é um símbolo da união de Cristo e a Sua igreja é algo que deve gerar reflexão acerca de como eu conduzo a minha vida conjugal.
O que é este amor que Paulo está falando?  Será que eu consigo olhar para minha mulher e dizer que eu morreria por ela? Ou olhar para ela e dizer que ela é uma extensão minha ao ponto de se ela sofrer eu também sofro?  É assim que somos mandados a amar as nossas esposas. 

A partir daí, amando desta forma, exercemos o nosso papel de maridos e a nossa liderança é nos dada e não precisamos impô-la.  A mulher exercerá seu papel de mulher e o homem seu papel de homem e ambos terão a paz que precisam para viver suas vidas.

Portanto, no momento em que um dos dois passa a exercer seu papel, é fundamental que o outro também o faça.  Se apenas uma das partes viver, encarnar seu papel, não haverá paz, mas quando os dois entendem e vivem, encarnam seus papéis, então a paz será parte da vida familiar.

Paulo continua falando dos papeis que devemos exercer dentro dos relacionamentos e o próximo é entre pais e filhos.
Aos filhos ele diz: Ef. 6:1-3.
  1. Filhos obedeçam a seus pais no Senhor
Aqui a instrução é clara. Querem ter paz com os pais?  Obedeçam-nos!
Um teólogo inglês chamado John Stott nos mostra aqui que Paulo dá dois motivos para a obediência dos filhos aos pais: a natureza e a lei.
a)      A natureza – Paulo diz, “filhos, obedecei a vossos pais... pois isto é justo.” Esta obediência está no âmbito do que a teologia chama de “justiça natural.” Em um bom português, significa que aquele que gera tem autoridade sobre aquele que é gerado. Isto é ou não justo?
b)      A lei – Paulo também diz, “Honra a teu pai e tua mãe – este é o primeiro mandamento com promessa – para que tudo te corra bem e que tenhas longa vida sobre a terra.” Aqui Paulo cita um dos dez mandamentos da lei de Moisés.  Quando honramos nossos pais, reconhecemos a autoridade dada por Deus a eles.

  1. Pais não irritem seus filhos. 
Os pais não escapam das instruções de Paulo.  Para que a paz seja completa entre pais e filhos, não adianta apenas os filhos obedecerem, é preciso que os pais não irritem seus filhos.  Nunca pensamos que um pai pode irritar um filho, mas isto acontece sempre.  Por exemplo:
  • Pais que ficam zombando de alguma característica engraçada do filho, pode ser um jeito, um gosto, etc.
  • Pais que ficam envergonhando os filhos em público.
  • Pais que cobram dos filhos, mas que não são exemplos naquilo que cobram.
  • Desrespeitando os filhos.

Como os pais podem evitar irritar seus filhos?
  • Criando em suas casas um ambiente onde haja graça, amor, respeito, suporte;
  • Sempre falando a verdade em amor;        
  • Atendendo as necessidades materiais e emocionais do filho;
  • Dando liberdade dentro dos limites impostos;
  • E nunca diminuindo, humilhando, machucando (tanto fisicamente como emocionalmente).

Por fim, aqueles que trabalham, trabalhem com toda a força e vigor, fazendo tudo como se estivesse fazendo ao Senhor.  Nunca pensem em seus empregos apenas com um mero trabalho, mas acima de tudo uma oportunidade para servir ao Senhor.  Sejam exemplos em seus empregos, glorifiquem a Deus com seus talentos e nos seus empregos.  Deus nos recompensará além do mais isto evita conflitos e conseqüentemente traz paz.
E aqueles que são os empregadores, Paulo manda ser justo.  Não adianta eu querer ser superior a ninguém, pois diante de Deus somos todos iguais.  Se tivermos isto sempre em nossas mentes não traremos prejuízos a ninguém e estaremos honrando a Deus que nos colocou em posição de empregador.  
 Oremos.