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Monday, September 08, 2008

Sobre estudar Hebraico Bíblico

Passei o dia inteiro “tentando” estudar Hebraico Bíblico. Reconheço a dificuldade de estudar o idioma que Abraão e Moisés falavam. Realmente, é muito difícil. A parte que eu acho legal é quando eu posso olhar para todas aquelas letras do alfabeto Hebraico e depois de pensar e gaguejar e demorar alguns bons segundos por cada palavra eu consigo pronunciá-la. A parte ruim é ter que memorizar vocabulários e aprender a gramática. Falar um outro idioma não é o meu forte, apesar de falar inglês e arranhar no espanhol. O espanhol que falo é o famoso portunhol e a língua inglesa me acompanha desde que eu tinha nove anos. Portanto, dizer que sou bom em idiomas só por este motivo é ignorar os fatos acima.

Outra parte da minha frustração no aprendizado do Hebraico se dá no fato de que eu provavelmente nunca mais use este idioma na minha vida após minha saída do seminário. Não que eu vá abandonar o ministério, nem vá parar de estudar. O problema é que eu não vou precisar do Hebraico porque as Bíblias que eu leio já vem traduzidas. Além disto, eu não fui chamado para traduzí-las, mas interpretá-las e se a passagem em questão demandar uma olhada no texto original, eu tenho dois programas de computador da Bíblia que tem tudo que se precisa para estudar os idiomas originais.

Para mim seria bem mais prático se o seminário, ao invés de ensinar a língua em si, me ensinasse a usar o meu software. Usar o software é bem mais eficiente, mais interessante de se estudar, e com certeza mais prático na hora de se entender o texto original.

Sei que muitos amantes das línguas originais da Bíblia vão me chamar de no mínimo covarde por dizer o que estou dizendo. Contudo, não me importo. De fato, não estou menosprezando o ensino tradicional das línguas para aqueles que gostam. Só acho que deveriam fazer uma seleção entre aqueles que amam estudar os originais e aqueles que se contentam em ler a Bíblia nas diversas traduções existentes no Mercado.

Contudo, quem sabe eu não acabe o semestre como o meu “roommate” que está no primeiro ano do seminário e mesmo sem precisar tomar nenhuma aula de idiomas bíblicos (por enquanto), acorda todos os dias às sete da manhã para estudar hebraico por conta própria.

Ou não.

Rodrigo Serrão

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